Identificação e manejo dos eventos adversos relacionados aos medicamentos

Para cada medicamento disponível para o tratamento da tuberculose, existe uma relação de reações possíveis, conhecidas e descritas nos manuais para o controle da doença. Algumas reações são consideradas leves ou “menores”, de fácil manejo clínico, não implicando a interrupção do uso do medicamento. Elas são mais frequentemente vistas nos serviços de referência. Mas existem também reações de maior gravidade, denominadas “maiores”, que necessitam de um grau mais complexo de intervenção e interrupção do uso do medicamento correlacionado, requerendo ajustes no esquema. A equipe assistencial deve ter ciência dos possíveis riscos, fazer o monitoramento adequado para evitar que possam ocorrer danos sérios à saúde do paciente.

​Reações adversas aos medicamentos anti-TB e condutas recomendadas

A seguir, apresentamos os principais efeitos adversos, os prováveis fármacos e as condutas a serem adotadas de acordo com cada situação. Essas informações foram extraídas do Manual de recomendações para o controle da tuberculose no Brasil (BRASIL, 2019).

Reações adversas menores aos fármacos do esquema básico

A seguir, você pode clicar nas reações adversas aos fármacos do esquema básico e saber mais a respeito dos medicamentos e da conduta indicada para cada situação.

Intolerância digestiva (náusea e vômito) e epigastralgia
Provável(eis) fármaco(s) responsável(eis)

Etambutol

Isoniazida

Pirazinamida

Rifampicina

Condutas

Reformular o horário da administração dos medicamentos (duas horas após o café da manhã). Considerar o uso de medicação sintomática. Avaliar a função hepática.

Suor/urina de cor avermelhada
Provável(eis) fármaco(s) responsável(eis)

Rifampicina

Condutas

Orientar.

Prurido e exantema leve
Provável(eis) fármaco(s) responsável(eis)

Isoniazida

Rifampicina

Condutas

Medicar com anti-histamínico.

Dor articular
Provável(eis) fármaco(s) responsável(eis)

Isoniazida

Pirazinamida

Condutas

Medicar com analgésicos ou anti-inflamatórios não hormonais.

Neuropatia periférica
Provável(eis) fármaco(s) responsável(eis)

Etambutol (incomum)

Isoniazida (comum)

Condutas

Medicar com piridoxina (vitamina B6) na dosagem de 50mg/dia e avaliar a evolução.

Hiperuricemia (com ou sem sintomas)
Provável(eis) fármaco(s) responsável(eis)

Etambutol

Pirazinamida

Condutas

Orientar dieta hipopurínica e medicar com alopurinol ou colchicina, se necessário.

Cefaleia e mudança de comportamento (euforia, insônia, depressão leve, ansiedade e sonolência)
Provável(eis) fármaco(s) responsável(eis)

Isoniazida

Condutas

Orientar.

Febre
Provável(eis) fármaco(s) responsável(eis)

Isoniazida

Rifampicina

Condutas

Orientar e medicar com antitérmico.

Exantema ou hipersensibilidade de moderada a grave
Provável(eis) fármaco(s) responsável(eis)

Etambutol

Isoniazida

Rifampicina

Condutas

Suspender o tratamento. Nos casos moderados, reintroduzir os medica- mentos um a um após a resolução do quadro. Substituir o fármaco identificado como alergeno. Nos casos graves, após a resolução do quadro, iniciar esquema especial alternativo (ver capítulo de esquemas especiais).

Psicose, crise convulsiva, encefalopatia tóxica ou coma
Provável(eis) fármaco(s) responsável(eis)

Isoniazida

Condutas

Suspender a isoniazida e reiniciar esquema especial sem a referida medicação (ver capítulo de esquemas especiais).

Neurite óptica
Provável(eis) fármaco(s) responsável(eis)

Etambutol

Condutas

Suspender o etambutol e reiniciar esquema especial sem a referida medicação. A neurite óptica é dose dependente e reversível, quando detectada precocemente. Raramente acontece durante os dois primeiros meses com as doses recomendadas (ver capítulo de esquemas especiais).

Hepatotoxicidade
Provável(eis) fármaco(s) responsável(eis)

Isoniazida

Pirazinamida

Rifampicina

Condutas

Suspender o tratamento até a resolução da alteração hepática. Reintroduzir os medicamentos um a um após a avaliação da função hepática (RE, seguidos de H e por último a Z). Avaliar possível substituição do medicamento responsável ou mudança do esquema.

Hipoacusia, vertigem e nistagmo
Provável(eis) fármaco(s) responsável(eis)

Estreptomicina

Condutas

Suspender a estreptomicina e reiniciar esquema especial sem a referida medicação (ver capítulo de esquemas especiais).

Trombocitopenia, leucopenia, eosinofilia, anemia hemolítica, agranulocitose, vasculite
Provável(eis) fármaco(s) responsável(eis)

Rifampicna

Condutas

Suspender a rifampicina e reiniciar esquema especial sem a referida medicação.

Nefrite intersticial
Provável(eis) fármaco(s) responsável(eis)

Rifampicina

Condutas

Suspender a rifampicina e reiniciar esquema especial sem a referida medicação (ver capítulo de esquemas especiais).

Rabdomiólise com mioglobinúria e insuficiência renal
Provável(eis) fármaco(s) responsável(eis)

Pirazinamida

Condutas

Suspender a pirazinamida e reiniciar esquema especial sem a referida medicação (ver capítulo de esquemas especiais).

Fonte: Adaptado de Brasil (2011 apud BRASIL, 2019, p. 128-129).​

Reações adversas aos fármacos utilizados nos esquemas especiais e de TBDR e condutas preconizadas

Clique nas reações adversas aos fármacos dos esquemas especiais e de TBDR para ter acesso aos medicamentos e condutas indicados.

Acidose lática
Medicamentos

Linezolida

Conduta

Suspender o fármaco e substituí-lo pela melhor opção.

Observações

Embora esse efeito seja raro, recomenda-se o monitoramento de sintomas de acidose lática (cefaleia, dor muscular, náuseas, vômitos e dispneia).

Artralgia
Medicamentos

Bedaquilina

Levofloxacino

Moxifloxacino

Pirazinamida

Conduta

Iniciar terapia com anti-inflamatórios não esteroides. Reduzir a dose e, caso não haja controle do sintoma, suspender o medicamento e substituí-lo pela melhor opção.

Observações

Usualmente o sintoma desaparece mesmo sem intervenção. Avaliar a necessidade de acompanhamento fisioterápico.

Cefaleia, zumbido e insônia
Medicamentos

Etambutol

Levofloxacino

Moxifloxacino

Terizidona

Conduta

Podem ser usados sintomáticos. Caso haja manutenção do sintoma, reduzir a dose temporariamente. Para que não represente prejuízo ao esquema terapêutico, o retorno da dose inicial deve ser progressivo em uma a duas semanas.

Convulsão
Medicamentos

Terizidona

Conduta

Suspender os medicamentos até a resolução das convulsões. Iniciar anticonvulsivantes (fenitoína e ácido valproico). Considerar o aumento da dose da piridoxina até a dose máxima de 200 mg/dia.

Observações

Substituir o medicamento se possível. Reiniciar o fármaco em doses reduzidas, se essencial para o esquema terapêutico.

Diarreia
Medicamentos

Bedaquilina

Clofazimina

Levofloxacino

Linezolida

Moxifloxacino

PAS

Conduta

Sintomáticos, dieta e hidratação. Avaliar desidratação e, se necessário, iniciar terapia de reposição hídrica. Caso não haja controle do sintoma, suspender o medicamento e substituí-lo pela melhor opção.

Observações

O sintoma é usualmente mais frequente com o uso do PAS em formulação de grânulos. As fluoroquinolonas (levofloxacino e moxifloxacino) são geralmente bem toleradas, sendo a diarreia um sintoma menos frequente.

Distúrbios eletrolíticos (hipopotassemia e hipomagnesemia)
Medicamentos

Amicacina

Capreomicina

Estreptomicina

Conduta

Monitorar e corrigir as alterações eletrolíticas.

Hepatite medicamentosa
Medicamentos

Etionamida

PAS

Pirazinamida

Conduta

Suspender o fármaco. Considerar indicação de hospitalização. Monitorar as enzimas hepáticas.

Observações

A pirazinamida é usualmente o fármaco mais frequentemente responsável pela hepatite.

Hipotireoidismo
Medicamentos

Etionamida

PAS

Conduta

Iniciar tratamento para o hipotireoidismo e suspender o fármaco. Substituí-lo pela melhor opção.

Observações

Embora não seja um efeito adverso frequente, a função tireoidiana deve ser monitorada em pacientes em uso desses fármacos.

Mielotoxicidade (anemia, leucopenia e trombocitopenia)
Medicamentos

Linezolida

Conduta

Suspender o fármaco temporariamente. Iniciar tratamento para anemia com administração de eritropoietina, suplementação de ferro, ácido fólico, sendo menos frequente a necessidade de reposição sanguínea. O uso do filgrastim é recomendado para manejo da leucopenia. Com a normalização dos exames, o medicamento pode ser reiniciado, em dose reduzida. Caso haja reincidência dos efeitos, o fármaco dever ser suspenso definitivamente.

Observações

A mielotoxicidade é dose e tempo dependente, sendo mais frequente com o uso de doses superiores a 600 mg/ dia e quando utilizada por tempo prolongado. Importante realização de hemograma mensalmente para monitoramento. Usualmente, os efeitos hematológicos são reversíveis com a suspensão do fármaco.

Náuseas e vômitos
Medicamentos

Bedaquilina

Clofazimina

Etionamida

Levofloxacino

Linezolida

Moxifloxacino

PAS

Pirazinamida

Conduta

Avaliar desidratação e, se necessário, iniciar terapia de reposição hídrica e antieméticos. Avaliar a função hepática. Caso não haja controle dos sintomas, suspender o medicamento e substituí-lo pela melhor opção.

Observações

Os sintomas são comuns no início do uso do medicamento e melhoram com a conduta indicada. Caso os vômitos sejam severos, os eletrólitos devem ser monitorados e repostos.

Nefrotoxicidade
Medicamentos

Amicacina

Capreomicina

Estreptomicina

Conduta

Avaliar a correção dos distúrbios hidroeletrolíticos. Em casos de insuficiência renal severa, o medicamento injetável deve ser suspenso e a hospitalização deve ser considerada. Ajustar as dosagens de outros medicamentos, considerando o clearence de creatinina.

Observações

Devem ser retirados outros agentes nefrotóxicos e estimulada a ingestão de líquidos para minimizar os riscos. Para os pacientes acima de 60 anos, é necessária a dosagem rotineira de creatinina, especialmente para os que recebem medicamento parenteral.

Neurite óptica
Medicamentos

Etambutol

Linezolida

Conduta

O medicamento deve ser suspenso e substituído pela melhor opção.

Observações

Pode ser irreversível, por isso é importante o diagnóstico precoce. Interrogar a respeito da acuidade visual em cada consulta e realizar o monitoramento oftalmológico quando necessário.

Neuropatia periférica
Medicamentos

Amicacina

Capreomicina

Estreptomicina

Etambutol

Levofloxacino

Linezolida

Moxifloxacino

Conduta

Anti-inflamatórios não esteroides podem aliviar os sintomas. Considerar aumento de dose da piridoxina até dose máxima de 200 mg/dia. Iniciar tratamento com antidepressivo tricíclico (amitriptilina). Reduzir a dose ou, caso não haja controle dos sintomas, suspender o medicamento e substituí-lo pela melhor opção.

Observações

Pacientes com comorbidades (diabetes mellitus, HIV, alcoolismo) têm maior chance de desenvolver esse sintoma. Entretanto esses medicamentos não são contraindicados nessas condições. Usualmente é irreversível, mas há melhora após a suspensão do fármaco.

Pancreatite
Medicamentos

Linezolida

Conduta

Suspender o fármaco e substituí-lo pela melhor opção.

Observações

Pacientes devem ser monitorados clinicamente para sintomas de pancreatite.

Perda auditiva
Medicamentos

Amicacina

Capreomicina

Estreptomicina

Conduta

O medicamento deve ser suspenso se houver qualquer queixa de alteração de acuidade auditiva referida pelo paciente ou comprovada pela audiometria.

Observações

Documentar a perda auditiva e comparar com alterações anteriores, se houver. O uso prévio de outros agentes aminoglicosídeos pode ter reduzido a acuidade auditiva e, nesses casos, será útil obter uma audiometria antes do início do novo medicamento para avaliar possíveis perdas futuras. A perda auditiva, em geral, é irreversível.

Pigmentação rósea ou marrom-escura em pele, córnea e conjuntivas
Medicamentos

Clofazimina

Conduta

Orientar. Não há necessidade de suspender o medicamento.

Prolongamento do intervalo QT (risco de arritmia ventricular)
Medicamentos

Bedaquilina

Clofazimina

Levofloxacino

Moxifloxacino

Conduta

Suspender o fármaco se o prolongamento do intervalo QT for superior a 450 ms devido ao risco de arritmia ventricular. Os pacientes com intervalo QT < 450 ms podem ser monitorados com ECG.

Observações

Pacientes com idade superior a 60 anos, com cardiopatia, insuficiência renal ou em uso concomitante de outros fármacos que prolonguem o intervalo QT, periodicamente, devem ser monitorados com ECG.

Reações alérgicas graves/Anafilaxia
Medicamentos

Levofloxacino

Moxifloxacino

Pirazinamida

Conduta

Usar corticoides e anti-histamínicos. O medicamento deve ser suspenso e substituído pela melhor opção.

Observações

Reações graves podem ocorrer minutos após a administração do medicamento manifestando-se como choque e insuficiência respiratória associados a lesões cutâneas, como a Síndrome de Stevens-Johnson, entre outras. O tratamento é suporte básico de vida, com necessidade de hospitalização imediata. Após dias ou semanas do início do medicamento, podem ocorrer rash cutâneo, febre, hepatite e outras reações alérgicas. Redução de doses e dessensibilização não são úteis.

Sintomas psicóticos e depressão
Medicamentos

Levofloxacino

Moxifloxacino

Terizidona

Conduta

Suspender o uso do medicamento por uma a quatro semanas até o controle dos sintomas. Iniciar terapia com antipsicóticos ou antidepressivos. Reiniciar o medicamento. Não havendo controle dos sintomas com essas medidas, reduzir a dose do medicamento, se não houver prejuízo para o esquema terapêutico. Persistindo os sintomas, suspender o medicamento e substituí-lo pela melhor opção.

Observações

Alguns pacientes vão necessitar de medicamentos antipsicóticos ou antidepressivos até o término do tratamento. Avaliar história prévia de doença psiquiátrica, que, apesar de não contraindicar o uso, necessita de avaliação periódica. Os sintomas usualmente são reversíveis.

Fonte: Brasil (2019, p; 131-135).​

Reações adversas aos novos fármacos

Bedaquilina e delamanida são dois novos fármacos que apresentam um conjunto de reações adversas, conforme descrito na Nota Informativa n. 9/2021 – CGDR/DCCI/SVS/MS (BRASIL, 2021).​

Bedaquilina

Efeitos adversos:

Delamanida

​Efeitos adversos:​

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Interações medicamentosas dos fármacos anti-TB e condutas recomendadas

Os dados a seguir, extraídos do Manual de recomendações para o controle da tuberculose no Brasil (BRASIL, 2019), sintetizam os principais fármacos de interação com os fármacos anti-TB , seus efeitos e a conduta a ser adotada.

Clofazimina
Fármaco de interação Efeito da interação Recomendações

Rifampicina

Pode ocorrer diminuição da taxa de absorção da rifampicina.

Não deve ser administrado concomitantemente.

Isoniazida

Aumento do nível sérico e da concentração urinária da clofazimina, reduz a concentração da droga na pele.

Avaliar risco e benefício do uso concomitante.

Suco de laranja

Reduz absorção da clofazimina.

Não deve ser administrado concomitantemente.

Diuréticos de alça (furosemide, bumetamide, ácido etacrínico)

Aumento da ototoxicidade (dose dependente).

Evitar uso concomitante, se necessário, cuidado com o ajuste das doses, principalmente em pacientes com insuficiência renal, monitorando a ototoxicidade.

Estreptomicina, Amicacina, Capreomicina
Fármaco de interação Efeito da interação Recomendações

Bloqueadores neuromusculares não despolarizantes (pancuronium, atraconium, tubocurarina)

Potencialização da ação despolarizante, podendo causar depressão respiratória.

Evitar uso concomitante, se necessário, dosar bloqueador neuromuscular e monitorar de perto função neuromuscular.

Agentes nefrotóxicos (anfotericina B, cefalosporina, polimixina B, cidofovir, foscarnet)

Potencialização da ação nefrotóxica.

Evitar uso concomitante, monitorar função renal.

Etambutol
Fármaco de interação Efeito da interação Recomendações

Antiácidos

Reduz a absorção do etambutol.

Evitar uso concomitante.

Isoniazida
Fármaco de interação Efeito da interação Recomendações

Derivados imidazólicos

Reduz a absorção da isoniazida.

Evitar uso concomitante.

Antiácidos

Reduz a absorção da isoniazida.

Evitar uso concomitante.

Fenilhidantoína

Maior hepatotoxicidade.

Evitar uso concomitante.

Acetaminofen

Aumenta a hepatotoxicidade.

Evitar uso concomitante.

Benzodiazepínicos

Potencializa o efeito dos benzodiazepínicos.

Monitorar sintomas e considerar redução de dose do benzodiazepínico.

Carbamazepina

Indução de toxicidade neurológica.

Se possível, evitar uso concomitante.

Cicloserina/Terizidona

Maior neurotoxicidade.

Monitorar sintomas.

Corticoide

Maior metabolismo da isoniazida.

Monitorar sintomas.

Queijos e vinhos

Inibição da MAO.

Evitar uso concomitante.

Rifampicina

Maior hepatoxicidade.

Monitorar sintomas e enzimas hepáticas conforme indicado.

Sulfonilureia

Hipoglicemia.

Evitar uso concomitante. Caso necessário, ajustar a dose das sulfonilureias.

Levofloxacino, Moxifloxacino
Fármaco de interação Efeito da interação Recomendações

Antiácidos (sais de alumínio, magnésio, cálcio e sódio) e sucralfate.

Redução da absorção (subdosagem das fluoroquinolonas).

Não deve ser usado concomitantemente.

Antiarritmicos (quinidina, amiodaroa, procainamida, sotalo)

Bradiarritmia.

Não deve ser usado concomitantemente.

Probenecide

Aumento do nível sérico das quinolonas em 50% por interferência na secreção tubular.

Evitar uso concomitante.

Vitaminas e sais minerais (zinco e ferro trivalente)

Redução da absorção (subdosagem das fluoroquinolonas)

Não deve ser usado concomitantemente.

Linezolida
Fármaco de interação Efeito da interação Recomendações

Agentes adrenérgicos e serotoninérgicos. Consumo de tiramina > 100 mg/dia

Potencializa efeito inibidor da MAO. Pode ocorrer síndrome da serotonina (palpitações, cefaleia e crise hipertensiva).

Evitar uso concomitante.

Queijos e vinhos

Potencializa efeito inibidor da MAO.

Evitar uso concomitante.

PAS
Fármaco de interação Efeito da interação Recomendações

Digoxina

Diminui a absorção da digoxina.

Monitorar os níveis séricos da digoxina, podendo necessitar ajuste de dose.

Etionamida

Aumento de hepatotoxicidade.

Monitorar sintomas e enzimas hepáticas conforme indicado.

Possibilidade de surgimento de hipotireoidismo

Evitar uso concomitante; se necessário, monitorar função tireoidiana.

Isoniazida

Diminui a acetilação da isoniazida, aumentando o nível sérico.

A dosagem da isoniazida deve ser reduzida.

Pirazinamida
Fármaco de interação Efeito da interação Recomendações

Cetoconazol

Maior hepatotoxicidade.

Monitorar sintomas e enzimas hepáticas conforme indicado.

Isoniazida

Maior hepatotoxicidade.

Monitorar sintomas e enzimas hepáticas conforme indicado.

Rifampicina

Maior hepatotoxicidade.

Monitorar sintomas e enzimas hepáticas conforme indicado.

Rifampicina
Fármaco de interação Efeito da interação Recomendações

Analgésicos

Reduz os níveis séricos dos analgésicos.

Ajustar dose dos analgésicos, se necessário.

Antiácidos

Reduz a absorção da rifampicina.

Evitar uso concomitante.

Anticoagulantes orais

Reduz o nível sérico do anticoagulante.

Evitar uso concomitante.

Anticoncepcionais

Reduz o nível sérico dos anticoncepcionais.

Evitar uso concomitante e considerar uso de outros métodos contraceptivos.

Barbitúricos

Reduz o nível sérico dos barbitúricos.

Avaliar necessidade de ajuste de dose.

Beta-agonistas

Reduz o nível sérico dos beta-agonistas.

Evitar uso concomitante.

Cetoconazol e Fluconazol

Reduz o nível sérico de ambos, ao mesmo tempo em que aumenta a hepatotoxicidade.

Considerar uso de outros agentes terapêuticos.

Corticoides

Reduz o nível sérico do corticoide.

Avaliar necessidade de ajuste de dose do corticoide.

Digitálicos

Reduz o nível sérico dos digitálicos.

Avaliar necessidade de reajuste de dose.

Enalapril

Reduz o nível sérico do enalapril.

Evitar uso concomitante.

Etionamida

Maior hepatotoxicidade

Monitorar sintomas e enzimas hepáticas quando indicado.

Fenil-hidantoína

Maior hepatotixicidade.

Monitorar sintomas e enzimas hepáticas conforme indicado.

Hipoglicemiantes orais

Reduz o nível sérico dos hipoglicemiantes orais.

Monitorar níveis glicêmicos e considerar uso de insulina.

Inibidores de protease

Reduz os níveis séricos dos IP.

Evitar uso concomitante.

Isoniazida

Maior hepatotoxicidade.

Monitorar sintomas e enzimas hepáticas conforme indicado.

Metadona

Reduz o nível sérico da metadona.

Avaliar ajuste de dose e evitar uso concomitante.

Pirazinamida

Maior hepatotoxicidade; menor excreção de ácido úrico.

Monitorar sintomas e enzimas hepáticas conforme indicado. Orientar dieta hipopurínica e medicar com alopurinol ou colchicina, se necessário.

Propafenona

Reduz o nível sérico da propafenona.

Evitar uso concomitante.

Quinidina

Reduz o nível sérico da quinidina.

Evitar uso concomitante.

Sulfas

Maior hepatotoxicidade.

Monitorar sintomas e enzimas hepáticas conforme indicado.

Teofilina

Reduz o nível sérico da teofilina.

Evitar uso concomitante.

Terizidona
Fármaco de interação Efeito da interação Recomendações

Etionamida

Isoniazida

Aumento de ocorrência de efeitos adversos no sistema nervoso.

Avaliar risco /benefício do uso concomitante. Vitamina B6 reduz o risco de efeitos adversos no sistema nervoso.

Fenitoína

Aumento dos níveis séricos da fenitoína.

Considerar ajuste de dose e evitar uso concomitante.

Bebidas alcoólicas

Aumento do risco de convulsões

Evitar uso concomitante. Vitamina B6 reduz o risco de efeitos adversos no sistema nervoso.