No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento universal para os indivíduos acometidos com ILTB, TB e TB-DR. Mesmo com o tratamento sendo disponibilizado pelo Estado, a busca por atendimento pode levar a prejuízos como a perda de fonte de renda, o que agrava a situação econômica dos indivíduos doentes (BRASIL, 2019; GUIDONI et al., 2021).
Por esse motivo é importante que todos tenham acesso ao diagnóstico e aos esquemas terapêuticos disponibilizados no SUS, a fim de minimizar o impacto econômico familiar causado pela enfermidade.
O tempo e o custo do tratamento estão relacionados diretamente ao diagnóstico e à conduta clínica.
Para pacientes com TB sensível, o tempo de tratamento é de seis meses, sendo dois meses de fase intensiva e quatro meses de fase de manutenção, utilizando fármacos de primeira linha, – o chamado esquema básico (BRASIL, 2019; CAMINERO LUNA, 2016). O custo dessa terapia medicamentosa pelo período preconizado encontra-se descrito no Quadro 6 e foi obtido após consulta aos órgãos responsáveis em outubro de 2021 (informação verbal).
Para pacientes com TB-DR, a fase intensiva pode variar de seis a oito meses e a fase de manutenção, se estender até completar 18 a 24 meses, utilizando fármacos de segunda linha (BRASIL, 2019; SILVA et al., 2018).
Após a incorporação da bedaquilina e da delamanida, alguns esquemas terapêuticos sofreram um acréscimo considerável nos custos. Veja a comparação no Quadro 7 (informação verbal).
Como profissional de saúde, de que forma você pode contribuir para diminuir o abandono ao tratamento, considerando os altos custos?