Os impactos de emergências e desastres sobre a saúde
Como descrito na Cena 3, os desastres e emergências podem causar a curto, médio e longo prazos impactos diretos e indiretos no meio ambiente, na saúde humana e na infraestrutura de saúde existente.
Os impactos dos desastres e emergências sobre a saúde podem ocorrer em tempos diferentes, caracterizando-se em períodos que variam entre horas e anos. Em um curto espaço de tempo, considerando-se um período entre horas e alguns dias, se produz a maior parte dos registros de feridos leves e graves, e mortalidade, incluindo como resposta as ações de resgate e urgência.
Um segundo momento se dá no período entre dias e meses, caracterizando-se pela ocorrência de doenças transmissíveis. Mas as doenças não transmissíveis, especialmente a hipertensão, podem se intensificar em pacientes já acometidos por elas. Nessa fase, é importante iniciar ações de vigilância, controle e prevenção de doenças, assim como a reabilitação dos serviços necessários à assistência à saúde e outros serviços essenciais, como o abastecimento de água e alimentos, por exemplo.
Num espaço maior de tempo, entre meses e anos, os impactos na saúde se relacionam às doenças não transmissíveis, especialmente os transtornos psicossociais e comportamentais, as doenças cardiovasculares, a desnutrição e a intensificação de doenças crônicas. A reconstrução das infraestruturas físicas da cidade, principalmente dos estabelecimentos de saúde e das residências da população, também pode ocorrer nesse período de tempo.
É importante destacar, no entanto, que um dos principais impactos à saúde causados pelos desastres é a proliferação de doenças transmitidas pela água, alimentos e vetores, que precisam ser notificadas e monitoradas pelo setor Saúde.
Veja no gráfico os diferentes impactos sobre a saúde ao longo do tempo e os danos causados em cada fase.

Veja nas reportagens dois exemplos:
